O caminho entre a diretoria financeira e a presidência de empresas está mais visível no Brasil. Segundo levantamento da Russell Reynolds citado pela InfoMoney, 13% das transições de comando observadas no país resultaram na promoção de executivos da liderança financeira para o cargo de CEO. O dado aparece em um cenário de ampliação das responsabilidades do CFO, que passou a incluir estratégia, transformação e comunicação com conselho e investidores.
Por que o CFO está mais próximo da cadeira de CEO?
O mandato do CFO deixou de se limitar às finanças. Hoje, o executivo acompanha diferentes áreas, participa da alocação de capital e traduz decisões operacionais em consequências financeiras. Essa visão ampla aproxima parte do repertório do CFO daquele exigido no comando da companhia, permitindo enxergar o negócio não apenas pelo resultado do balanço, mas pelas decisões que determinam os próximos resultados.
Quais habilidades separam CFOs preparados dos demais?
Uma pesquisa da Deloitte com 200 CFOs de grandes empresas da América do Norte identificou cinco lacunas relevantes na preparação para a função: comunicação e presença executiva, capacidade de influenciar decisões, experiência operacional, desenvolvimento de equipes e liderança estratégica. O mesmo estudo apontou que 37% dos CFOs colocaram a experiência operacional entre os três atributos mais importantes para possíveis sucessores. Familiaridade com novas tecnologias e liderança em rede aparecem com 30% cada, enquanto competências de planejamento e análise financeira foram citadas por 24%.
O avanço da tecnologia também pressiona a área financeira. Uma pesquisa global da EY com 1.610 líderes de finanças mostrou que 68% afirmaram precisar desenvolver novas habilidades e formas de liderar para manter a efetividade no cargo. A executiva da EY Meg Paschall afirma que o desafio não é apenas ter acesso às ferramentas, mas desenvolver a mentalidade e as habilidades para usá-las bem.
A primeira experiência como CFO está aumentando?
Dados da Russell Reynolds citados pela InfoMoney mostram que, no primeiro semestre de 2026, 64% dos CFOs nomeados globalmente assumiram a função pela primeira vez, ante 60% no mesmo período de 2025. Foram 192 nomeações, o maior número registrado para um primeiro semestre nos oito anos da série. A abertura para estreantes, porém, não é igual em todos os setores: tecnologia, saúde e consumo tiveram maior participação de CFOs experientes entre os nomeados.
As empresas estão preparadas para a sucessão financeira?
A CFO Survey 2025 da Deloitte, que ouviu 105 CFOs de grandes empresas que operam no Brasil, mostrou que apenas 23% afirmaram que suas empresas possuíam plano de sucessão para a gestão financeira. Outros 65% disseram não ter plano e 12% desconheciam sua existência — ou seja, 77% não têm ou não sabem se a empresa possui planejamento sucessório para a área. Entre as companhias que formalizaram o processo, o CEO aparece como responsável pela criação e acompanhamento do plano em 42% dos casos; RH responde por 29%, conselho por 25% e comitê especial por 4%.
O que isso significa para PMEs e tecnologia?
Os dados da InfoMoney indicam que o CFO moderno precisa combinar visão financeira, tecnologia e liderança para apoiar decisões de negócio. A IA365 desenvolve agentes de IA para WhatsApp (Plataforma MIA), ERP comercial com PDV e nota fiscal, automação de processos e software sob medida para PMEs. Ferramentas desse tipo podem apoiar a área financeira na organização de dados, na integração de informações e na redução de tarefas manuais, sem promessa de resultado específico.


